“Ninguém Subiu ao Céu — O Sentido Exclusivo da Declaração de Jesus”


1) A frase central (João 3:13) — texto e sentido imediato

> “E ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem.” (João 3:13, ARC)



A leitura literal pode levar alguém a pensar: “Então ninguém jamais esteve no céu?” Mas a intenção de Jesus não é negar aparições ou ministério angelical. O foco de João 3:13 é procedência — quem veio de onde? Quem procede do seio do Pai e retorna àquele lugar de onde procedeu? A resposta é: somente o Filho.


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2) Os anjos: sobem e descem — mas não procedem do seio do Pai

> “E disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo: vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” (João 1:51, ARC)



Os anjos existem em trânsito entre céu e terra. Eles ministram, aparecem em visões, levam mensagens. Mas isso não os qualifica como provenientes do “seio do Pai” — não são a Palavra eterna que procede de Deus. Ou seja: movimentação ≠ procedência divina. Anjos vêm e vão; Cristo veio de Deus.


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3) O “seio do Pai” e a preexistência do Filho

> “Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.” (João 1:18, ARC)



> “E agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com a glória que eu tinha contigo, antes que o mundo existisse.” (João 17:5, ARC)



> “Porque conhecem as coisas que lhes tenho dito; e sabem certamente que saí de ti, e creram que tu me enviaste.” (João 17:8, ARC)



João insiste: o Filho tem procedência e glória preexistentes. “Estar no seio do Pai” fala de intimidade e de origem. Jesus é a Palavra que saiu da boca de Deus — não é uma criatura que atingiu proximidade, mas o que procede da essência do Pai.


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4) “Pão que desceu do céu” — palavra e sustento

> “Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.” (João 6:33, ARC)



> “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João 6:38, ARC)



> “Eu sou o pão vivo que desci do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” (João 6:51, ARC)



> “Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná... para te fazer saber que o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que procede da boca do Senhor vive o homem.” (Deuteronômio 8:3, ARC)



A imagem do pão que desce do céu remete à Palavra e ao sustento divino. Cristo é apresentado como a Palavra viva/ pão que de fato desceu — sublinha sua origem divina e a sua missão.


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5) Os justos aperfeiçoados e a presença deles no céu — Hebreus 12

> “à congregação dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados,” (Hebreus 12:23, ARC)



Aqui o autor de Hebreus descreve a comunidade celestial: primogênitos inscritos, Deus como juiz, espíritos dos justos aperfeiçoados. Eles estão no céu — isso é verdade. Mas isso não invalida João 3:13, porque Hebreus fala de localização e estado (os justos na presença de Deus), não de procedência eterna. Os justos chegam ao céu pela obra de Cristo; não vieram do seio do Pai como o Filho.


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6) Antes de Cristo — acesso e revelação

> “o qual, por ora, não se manifestou, enquanto o primeiro tabernáculo tinha lugar; o que significa que o caminho ao santo dos santos ainda não estava manifestado, enquanto o primeiro tabernáculo estava em pé.” (Hebreus 9:8, ARC)



> “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,” (Hebreus 10:19-20, ARC)





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7) Síntese teológica — três distinções claras

1. Procedência (única a Cristo): só o Filho veio do seio do Pai e voltou à sua glória. (João 3:13; 1:18; 17:5)


2. Movimentação angelical: anjos sobem e descem como mensageiros (João 1:51), mas são criaturas — não procedem do Pai.


3. Presença dos justos no céu: os santos aperfeiçoados estão na presença de Deus (Hebreus 12), mas chegaram lá pela obra do Redentor, não por terem procedido da essência divina.

João 3:13 não nega a atividade celeste de seres espirituais nem a presença dos santos na glória. Ele aponta para uma verdade exclusiva e central: Jesus é o único que procedeu do seio do Pai e retornou àquele lugar de onde procedeu. Ele é a Palavra que saiu da boca de Deus, o Pão que desceu do céu, o mediador que abriu o caminho. Essa verdade deveria nos levar a adoração, confiança e uma vida que proclama a singularidade do Filho.

Ninguém subil ao ceu , se não aquele que deceu do cèu a... 
Em que sentido? Os anjos não vem e voltam ?
A resposta é redundante , isto é Jesus é o único em espécie em sua realização como " o ir e voltar " . 



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