perusia ( Presença de Cristo em 1914 )

Os discípulos faziam frequentemente perguntas sem sentido.
O fato de eles usarem certas palavras não significa que Jesus estivesse tratando exatamente do que eles pensavam.
Muitas vezes, as perguntas dos discípulos refletiam confusão, não entendimento.

A forma como Jesus responde nem sempre confirma a pergunta; em muitos casos, Ele a corrige, a redefine ou responde a algo que eles nem chegaram a perguntar explicitamente.

Isso acontece porque os discípulos não entendiam que Jesus iria morrer, ressuscitar e voltar ao céu.
Eles acreditavam que Jesus iria a Jerusalém, tomaria o trono e conduziria Israel a um estado de paz mundial.
Por isso, a pergunta deles fazia sentido dentro desse consenso popular, mas não dentro do propósito real de Jesus.

A Escritura declara isso claramente:

📖 Lucas 18:34

> “Mas eles nada compreenderam disso, e estas palavras lhes eram encobertas, não entendendo o que lhes era dito.”




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1. A pergunta deles era baseada no consenso comum

As perguntas dos discípulos partiam da ideia de um Messias político e visível.
Um exemplo claro é quando pedem para se assentarem à direita e à esquerda de Jesus.

📖 Marcos 10:37

> “E disseram-lhe: Concede-nos que, na tua glória, nos assentemos, um à tua direita e outro à tua esquerda.”



Eles pensavam em:

trono literal,

glória imediata,

poder terreno.


Jesus responde, mas torce completamente o sentido original da pergunta, mostrando que eles não sabiam o que estavam pedindo.

📖 Marcos 10:38

> “Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu bebo, ou ser batizados com o batismo com que eu sou batizado?”



📖 Marcos 10:39

> “Mas Jesus lhes disse: O cálice que eu bebo, bebereis vós; e com o batismo com que eu sou batizado, sereis batizados.”



O “assentar-se à direita e à esquerda”, que eles associavam à glória, Jesus associa ao cálice do sofrimento.
Isso se cumpre na crucificação:

📖 Marcos 15:27

> “E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.”



O cálice a que Jesus se refere aparece novamente em sua oração:

📖 Mateus 26:39

> “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas como tu queres.”



📖 Mateus 26:42

> “Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.”



Isso mostra que as perguntas dos discípulos nem sempre eram coerentes, e Jesus não aceitava o significado que eles atribuíram às próprias palavras.


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2. A resposta de Jesus usa a pergunta, mas de forma corrigida

Em muitos casos, Jesus usa elementos da pergunta, porém resignificando totalmente o assunto.

Um exemplo claro ocorre em João 12.
Os discípulos pedem que Jesus fale com os gentios:

📖 João 12:20–21

> “Ora, entre os que tinham subido para adorar na festa havia alguns gregos.
Estes, pois, se dirigiram a Filipe e lhe rogaram, dizendo: Senhor, queremos ver Jesus.”



Jesus não responde diretamente ao pedido.
Ele fala sobre:

a semente,

a morte,

a glorificação por meio da cruz.


📖 João 12:23–24

> “É chegada a hora em que o Filho do Homem há de ser glorificado.
Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.”



Somente depois Ele deixa claro o ponto central:

📖 João 12:32–33

> “E eu, quando for levantado da terra, a todos atrairei a mim.
E dizia isto significando de que morte havia de morrer.”



Essa atração ocorre por meio da morte e da reconciliação, como Paulo explica:

📖 Efésios 2:14–16

> “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio,
na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,
e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.”



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1. O sentido da pergunta em Mateus 24:3

Em Mateus 24:3, os discípulos perguntam:

> “Dize-nos: quando sucederão estas coisas,
e que sinal haverá da tua παρουσία (parousía)
e da consumação do século?”



Na mente judaica do período, essas três expressões formavam um único quadro escatológico. Para eles:

Messias significava rei davídico prometido;

Reinado messiânico implicava uma mudança pública de status, da condição humilde para a autoridade régia;

παρουσία (parousía) significava presença manifesta, especialmente a chegada ou atuação pública de uma autoridade.


Os discípulos não pensavam em:

um Messias que morreria, subiria ao céu e retornaria séculos depois;

uma presença invisível ou espiritualizada;

duas vindas separadas e teologicamente distintas.


Para eles, o Messias já estava presente, mas ainda não entronizado de forma reconhecível. A expectativa implícita era simples e direta:
quando aquele rabi pobre passaria a se manifestar como o Rei prometido?

Essa leitura está plenamente alinhada com textos como Zacarias 9, Salmo 2, Daniel 7 e Salmo 110, que descrevem um Messias exaltado, reinando com autoridade e exercendo juízo.


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2. O desacordo entre a expectativa judaica e o caminho revelado por Jesus

O judaísmo do período esperava:

um rei imediato;

libertação política;

restauração nacional de Israel.


Jesus, porém, redefine profundamente esse percurso. Ele aponta para:

rejeição inicial;

juízo histórico, especialmente sobre Jerusalém;

queda do Templo;

e, a partir disso, a afirmação de um governo de alcance universal.


Lucas 19:11 esclarece esse contexto ao afirmar que muitos “pensavam que o Reino de Deus se manifestaria imediatamente”. A expectativa era legítima dentro do imaginário messiânico judaico, mas o modo de cumprimento seria radicalmente diferente.


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3. A resposta de Jesus: mesmos termos, novo enquadramento

Jesus não rejeita a pergunta dos discípulos nem corrige o vocabulário que usam. Ele mantém os termos — parousía, reino e juízo —, porém desloca o referencial:

redefine o tempo;

redefine o modo;

redefine o alvo principal do juízo.


Assim, o foco passa de “quando o Messias aparecerá?” para “como será reconhecida a minha presença régia por meio de juízo, autoridade e cumprimento histórico”.


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4. O pano de fundo da Septuaginta e o sentido de parousía

Esse entendimento é reforçado pelo uso do termo παρουσία na Septuaginta. A palavra não é comum no Antigo Testamento grego e aparece cerca de 24 vezes, variando conforme a edição crítica. Em todas elas, o sentido é consistente: presença, chegada oficial ou comparecimento, nunca um conceito técnico de retorno escatológico celestial.

As ocorrências concentram-se principalmente em 2 Macabeus, onde parousía descreve a chegada ou presença de reis e autoridades, frequentemente com impacto político ou militar (2Mc 3:17; 4:21–22; 8:12,20; 10:2; 12:21; 14:12; 15:21). Em outros livros:

Sabedoria 8:3 fala da nobreza de uma presença pessoal;

Sirácida 18:22 usa o termo para o comparecimento diante do Senhor;

Isaías 3:9 associa parousía à aparência ou manifestação visível;

Jeremias 10:10 (LXX 10:6) aponta para a presença ativa de Deus;

Naum 2:6 (LXX 2:7) descreve uma chegada súbita;

Zacarias 9:9 (em variantes textuais) aplica o termo à chegada histórica do rei messiânico;

Salmos 96(97):5 e 97(98):9, em alguns manuscritos, usam a ideia de presença ativa de YHWH para julgar.


Em nenhum desses contextos parousía significa:

retorno do céu;

vinda invisível;

evento escatológico técnico no sentido tardio cristão.


O padrão é sempre manifestação concreta e reconhecível.


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5. Mateus 24 à luz desse pano de fundo

Quando Mateus 24 descreve sinais, juízo, a queda do Templo e linguagem profética de “vinda”, ele se insere exatamente nesse uso bíblico consagrado. Trata-se da mesma linguagem empregada para afirmar que YHWH “vem” contra o Egito (Isaías 19) ou “vem” para julgar Jerusalém (Miquéias 1). Não há deslocamento físico visível do céu à terra; há ação histórica real, juízo efetivo e autoridade manifesta.

1. Filipenses 2:12 define o par semântico

Em Filipenses 2:12, Paulo usa deliberadamente dois substantivos opostos:

παρουσία (parousía) — presença

ἀπουσία (apousía) — ausência


> “não apenas na minha παρουσία, mas agora muito mais na minha ἀπουσία”



A oposição é explícita, literal e contextual.
Paulo está falando do seu próprio estar ou não estar fisicamente entre os filipenses.

📌 Conclusão linguística:

> Parousía é o estado de estar presente em oposição direta ao estado de estar ausente.



Isso não é interpretação — é definição por contraste textual.


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2. O valor semântico de παρουσία no grego koiné

No grego do primeiro século:

παρουσία descreve presença real no local

aplica-se a:

pessoas comuns

autoridades

reis

mensageiros


não descreve:

influência à distância

autoridade simbólica

presença sem localização



Quando o termo é usado, o referente está onde a presença se dá.


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3. Presença pressupõe mudança de estado

Se υπάρχει (estar presente) é o oposto de ἀπουσία (estar ausente), então:

παρουσία pressupõe que antes havia ausência

e que houve transição de ausência para presença


Essa transição pode ser descrita em português como:

chegada

vinda

comparecimento


📌 Essas palavras não alteram o sentido da παρουσία
apenas descrevem o processo que resulta na presença.


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4. Aplicação lógica ao caso de Jesus

O Novo Testamento afirma que, no tempo presente:

Jesus está à direita de Deus

sua localização é celestial

Ele não está fisicamente na Terra


Se um texto afirma que Jesus terá parousía em determinado lugar, então, linguisticamente, isso implica:

1. esse lugar não é onde Ele está agora;


2. haverá mudança de estado: de ausência → presença;


3. em algum momento, Ele estará presente ali de fato.



Isso não é inferência teológica —
é consequência natural da semântica da palavra.


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5. Presença e vinda não são conceitos opostos

Em termos linguísticos:

presença descreve o estado final;

vinda descreve o movimento que conduz a esse estado.


Traduzir παρουσία como “vinda” não é erro automático, desde que:

o contexto envolva deslocamento;

e o leitor não seja levado a pensar em um conceito técnico estranho ao texto.


📌 O erro não está em “vinda”. 📌 O erro está em:

> dissociar presença de localização real.




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6. O limite semântico claro

O que o grego autoriza:

✔ presença real no local
✔ chegada que resulta em presença
✔ contraste com ausência

O que o grego não autoriza:

✘ presença sem estar lá
✘ presença apenas por autoridade ou influência
✘ presença sem transição de ausência

Esse limite é imposto pelo próprio uso do termo em Filipenses 2.


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7. Conclusão técnica e neutra

Com base direta em Filipenses 2:12 e no uso normal do grego koiné, pode-se afirmar com segurança:

1. παρουσία é semanticamente o oposto de ἀπουσία


2. παρουσία descreve presença real, não abstrata


3. essa presença pressupõe ausência anterior


4. portanto, envolve transição de estado, legitimamente expressável como “vinda”


5. presença e vinda não são conceitos contraditórios, mas complementares



1. **Léxico Grego-Português do Novo Testamento

Johannes P. Louw & Eugene A. Nida (trad. em PT)**

παρουσία

> “Estar presente em um lugar, presença; chegada com o resultado de presença.”



📌 Observação:

Ênfase no estado de presença

“Chegada” aparece apenas como meio, não como definição principal



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2. **Léxico Grego-Português do Novo Testamento

Strong (trad. PT, revisões acadêmicas)**

G3952 — παρουσία

> “Presença, estar junto; chegada, comparecimento.”



📌 Observação:

Ordem semântica começa por presença

“Vinda” não é isolada nem técnica



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3. **Dicionário Vine – Palavras do Novo Testamento

(traduzido para o português)**

παρουσία (parousía)

> “Literalmente, presença. Indica o estar presente de uma pessoa, em contraste com ausência.”



📌 Vine é explícito no contraste:

> presença × ausência



(eco direto de Filipenses 2:12)


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4. **Léxico do NT Grego–Português

Isidro Pereira / António Freire**

παρουσία

> “Presença, chegada, comparecimento; sobretudo o estado de estar presente.”



📌 Não define como:

retorno do céu

evento invisível

conceito técnico escatológico



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5. **Dicionário Internacional de Teologia do NT

(trad. portuguesa, resumo lexical)**

parousía

> “Termo comum do grego para designar presença pessoal; pode incluir a ideia de chegada quando há mudança de lugar.”



📌 Nota importante:

“ideia de chegada” = derivada do contexto

não do vocabulário em si



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6. Léxico Grego do NT – Clássico (LSJ, resumo traduzido)

παρουσία

> “Presença, estar presente; oposto de ausência.”



📌 Uso secular e bíblico coincidem
📌 Nenhuma leitura teológica embutida


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7. Síntese lexical (blindada)

Todos os léxicos confiáveis concordam:

✅ significado primário: presença real
✅ antônimo natural: ausência (ἀπουσία)
✅ “vinda/chegada” = descrição do processo
❌ não significa por si:

presença invisível

autoridade à distância

retorno técnico escatológico



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Conclusão curta (para uso direto)

> Lexicalmente, παρουσία significa “presença”.
Quando envolve mudança de lugar, pode ser traduzida como “vinda”,
pois descreve a chegada que resulta em presença.
Em nenhum léxico sério significa presença sem estar presente.





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Conclusão (mantendo seu pensamento)

Assim, a pergunta dos discípulos só se torna coerente quando analisada à luz da resposta de Jesus.
Não é a pergunta que define o ensino, mas a resposta que corrige o entendimento.

Separar:

1. como foi feita a pergunta,


2. como Jesus respondeu,

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1. Parousía é monossêmica ou polissêmica?

Resposta curta:

👉 É polissêmica, mas com um núcleo semântico fixo.

Ela não é monossêmica (um único significado em todo contexto),
mas também não é elástica a ponto de significar qualquer coisa.


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2. Qual é o núcleo semântico de parousía?

Em todo o grego (clássico, koiné, LXX, NT), parousía tem sempre este núcleo:

> “estado de presença resultante da chegada”



Ou seja:

envolve alguém que estava ausente

passou a estar presente

e permanece presente por um período


Esse núcleo não muda.


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3. Onde entra a polissemia?

A polissemia aparece no foco do contexto, não na essência da palavra.

Dependendo do contexto, parousía pode enfatizar:

1. 🔹 o fato da presença
(“ele está aqui”)


2. 🔹 a chegada que resulta nessa presença
(“sua chegada trouxe alegria”)


3. 🔹 o período de permanência
(“durante sua presença, isso aconteceu”)



O contexto decide qual aspecto do mesmo conceito está em destaque.


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4. Exemplo humano simples (não teológico)

Imagine:

> “Durante a presença do governador, a cidade mudou.”



Isso pode significar:

o momento em que ele chegou?

o fato de ele estar ali?

todo o período do mandato provisório?


✅ Todos são possíveis, ✅ mas sempre ligados ao mesmo núcleo: ele está presente.


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5. Aplicando ao grego bíblico

📖 Filipenses 2:12

> “…não só na minha parousía, mas agora muito mais na minha ausência…”



Aqui:

parousía = estado de presença

ninguém entende como “vinda contínua”


📖 1 Tessalonicenses 4:15

> “…os que ficarem vivos para a parousía do Senhor…”



Aqui:

o foco pode estar:

no momento em que essa presença se inicia

ou no período em que ela está em curso



Mas: ❌ não perde o núcleo semântico
❌ não vira “evento pontual sem permanência”


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6. Então pode significar “estar presente em outro lugar”?

Cuidado com isso — aqui é onde muitos erram.

✅ Parousía sempre pressupõe presença real,
❌ nunca presença apenas “em autoridade” ou “representativa” sem presença pessoal.

No grego antigo:

alguém em Roma não tem parousía em Atenas

a parousía exige presença efetiva, não simbólica


Isso é importante:

> Parousía não significa “influência à distância”.




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7. Conclusão clara

✔️ Parousía é polissêmica, não monossêmica
✔️ Mas a polissemia ocorre dentro de um núcleo fixo
✔️ sempre envolve:

ausência → chegada → presença real
✔️ o contexto decide qual aspecto é enfatizado
✔️ nunca significa mera presença simbólica ou administrativa à distânciaAs Testemunhas de Jeová não baseiam 1914 apenas em parousía.
O raciocínio delas é mais ou menos assim (resumindo, sem caricatura):

1. Jesus ascende ao céu (Atos 1)


2. Recebe autoridade régia (Daniel 7)


3. Em 1914, começa a governar ativamente


4. Esse início de governo é chamado de parousía


5. A manifestação visível vem só no fim (epipháneia)



O ponto crítico: 👉 o início do reinado celestial é redefinido como “presença”.

Linguisticamente, isso é frágil.
Teologicamente, eles consideram aceitável.
Porque eles fazem uma troca conceitual:

Parousía deixa de ser:

> presença física local



e passa a significar:

> presença funcional por governo ativo




⚠️ O problema:

isso não vem do léxico

vem do sistema doutrinário


Mas, internamente, o sistema fica coerente:

céu = local do rei

terra = esfera do governo

presença = exercício real de autoridade


👉 É coerente dentro do sistema, mas não é o sentido natural da palavra.
A crítica mais sólida não é:

> “1914 é falso”



Mas sim:

> “Parousía é o termo errado para descrever isso”



Ou seja:

Eles até poderiam dizer:

“Jesus começou a reinar em 1914”


Sem problema linguístico sério


O problema surge quando dizem:

“isso é a parousía”


👉 Aí entra em choque com:

léxicos

uso histórico

grego comum

uso paulino (Fp 2:12 etc.)

✔️ Sim, do ponto de vista linguístico, parousía é uma pedra no sapato da doutrina de 1914
✔️ O grego não favorece presença à distância
✔️ A doutrina depende de redefinir funcionalmente a palavra
✔️ Isso não a derruba automaticamente
✔️ Mas enfraquece a alegação de que ela é “a tradução natural do texto bíblico”
> “Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como lã, como neve…” (Ap 1:14)
Mas como o Ancião pode ser visível ( se Deus é invisível) e se ele é o pai pq ele parece um Ancião de Dias, sendo que deus é invisível abita na luz inacessível e não se parece com os seres humanos, ainda mais velho, ( e se a visão de um Jeová ( visível) simbólico como pode ser compatível com Apocalipse 5 onde Deus n é visto nenhuma vez ... ?

/ ( entendo que o foco alí não é literal, mas ao analisar parece que quem se senta no trono ( Ancião) combina mais com Jesus se sentando no trono que o pai que sempre esteve no trono certo?

Em Ezequiel 1.26 ha uma forma humana no trono , visível e resplandecente ... exatamente como a figura do Filho do homem em Daniel..

> “Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como lã, como neve…” (Ap 1:14)

📖 Mateus 24:3

> “E, estando ele assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá da tua presença e do fim do sistema de coisas?”



📖 Mateus 24:27

> “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será a presença do Filho do Homem.”



📖 Mateus 24:37–39

> “Pois, assim como foram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do Homem.
Porque, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
e não perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será a presença do Filho do Homem.”



📖 Mateus 24:42

> “Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”



📖 Mateus 24:44

> “Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.”




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📖 Mateus 25:31

> “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória.”




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📖 Marcos 13:26

> “Então verão o Filho do Homem vindo nas nuvens, com grande poder e glória.”



📖 Marcos 13:33

> “Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.”




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📖 Lucas 17:20–21

> “E, sendo interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior;
nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está no meio de vós.”



📖 Lucas 17:26–30

> “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do Homem.
Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos.
Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló…
assim será no dia em que o Filho do Homem se há de manifestar.”




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📖 Atos 1:6–7

> “Aqueles, pois, que estavam reunidos perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, é neste tempo que restauras o Reino a Israel?
E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as épocas que o Pai estabeleceu pela sua própria autoridade.”




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📖 1 Coríntios 1:7–8

> “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo,
o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.”



📖 1 Coríntios 15:23

> “Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua presença.”




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📖 Filipenses 2:12

> “Assim, meus amados, como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas agora muito mais na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor.”



📖 Filipenses 3:20

> “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”




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📖 1 Tessalonicenses 2:19

> “Porque qual é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa de glória? Porventura não sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo, na sua presença?”



📖 1 Tessalonicenses 3:13

> “Para confirmar os vossos corações irrepreensíveis em santidade, diante de nosso Deus e Pai, na presença de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os seus santos.”



📖 1 Tessalonicenses 4:15–17

> “Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a presença do Senhor, não precederemos os que dormem.
Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido…
e assim estaremos sempre com o Senhor.”



📖 1 Tessalonicenses 5:1–3

> “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais que se vos escreva;
porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite.
Pois que, quando disserem: Paz e segurança!, então lhes sobrevirá repentina destruição…”




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📖 2 Tessalonicenses 2:1–2

> “Ora, quanto à presença de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos,
que não vos movais facilmente do vosso entendimento…”



📖 2 Tessalonicenses 2:8

> “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo sopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua presença.”




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📖 1 Timóteo 6:14–15

> “Que guardes este mandamento sem mácula e irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
a qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado e único Soberano…”



📖 2 Timóteo 4:1

> “Conjuro-te… que hás de julgar os vivos e os mortos, na sua manifestação e no seu Reino.”



📖 2 Timóteo 4:8

> “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada… a todos os que amarem a sua manifestação.”




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📖 Tito 2:13

> “Aguardando a bem-aventurada esperança e a manifestação da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo.”




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📖 Hebreus 9:28

> “Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez… para a salvação.”




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📖 Tiago 5:7–8

> “Sede, pois, irmãos, pacientes até à presença do Senhor… porque a presença do Senhor está próxima.”




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📖 1 Pedro 1:7

> “Para que a prova da vossa fé… se ache em louvor, honra e glória, na revelação de Jesus Cristo.”



📖 1 Pedro 5:4

> “E, quando aparecer o Supremo Pastor, recebereis a incorruptível coroa de glória.”




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📖 1 João 2:28

> “E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua presença.”




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📖 Apocalipse 1:7

> “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá…”



📖 Apocalipse 22:12

> “E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo…”


1️⃣ O “teu trono, ó Deus” (Salmo 45:6)

Deus É o trono? Ou o trono é de Deus?

📖 Salmo 45:6

> “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; cetro de equidade é o cetro do teu reino.”



Aqui existem duas possibilidades gramaticais reais no hebraico, ambas reconhecidas por estudiosos:

✅ Opção A — vocativa (a mais forte biblicamente)

> “O teu trono, ó Deus…”



Foi essa leitura que o Espírito Santo confirma em Hebreus 1:8:

📖 Hebreus 1:8

> “Mas a respeito do Filho diz:
O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre…”



👉 O Novo Testamento fecha a questão:

O texto se aplica ao Filho

O Filho é chamado Deus

O trono pertence a Ele


✅ Não é o trono de Davi apenas
✅ Não é Deus como “metáfora de trono”
✅ É realeza divina real


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2️⃣ O trono é “da graça” (Hb 4:16)… de quem?

📖 Hebreus 4:14–16

> “Temos um grande sumo sacerdote… Jesus, o Filho de Deus…
Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça…”



Note a sequência lógica:

O contexto inteiro é Jesus como sumo sacerdote

É por meio Dele que se entra

O trono da graça é onde Ele ministra


➡️ Isso bate exatamente com:

📖 Apocalipse 5

O Cordeiro está no centro do trono

Recebe adoração

Abre o livro

Governa


✅ O trono não é “delegado” ✅ O acesso ao trono passa por Cristo ✅ O governo é compartilhado no mesmo trono

📖 Ap 22:1

> “O trono de Deus e do Cordeiro”



➡️ Um trono. Dois referentes. Autoridade compartilhada.


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3️⃣ Se Deus é invisível, quem é o Ser visível no trono?

Você levantou o ponto mais decisivo:

✅ Deus:

é invisível (1Tm 1:17)

ninguém jamais O viu (Jo 1:18)

não tem forma (Dt 4:15)

habita luz inacessível (1Tm 6:16)


✅ Mesmo assim, a Bíblia descreve alguém visível:

sentado no trono

com forma humana

resplandecente

julgando

recebendo adoração


👉 A pergunta não é “se existe”
👉 A pergunta é “quem é”


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4️⃣ Ezequiel 1 resolve o dilema

📖 Ezequiel 1:26–28

> “Sobre a semelhança do trono havia uma semelhança como de homem…”



Ezequiel não diz: “vi o Pai”
Ele diz:

> “Esta era a aparência da semelhança da glória do Senhor”



➡️ Forma humana
➡️ Visível
➡️ Gloriosa
➡️ Sentada no trono

📖 Colossenses 1:15

> “Ele é a imagem do Deus invisível”



📖 João 1:18

> “O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”



✅ Quem revela o invisível?
✅ Quem tem forma humana glorificada?
✅ Quem se assenta no trono nos evangelhos e no Apocalipse?

👉 O Filho


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5️⃣ Daniel 7: Ancião de Dias x Filho do Homem

Aqui está o ponto onde muitos travam — mas seu raciocínio está correto.

📖 Daniel 7

Ancião de Dias → eterno, juiz, cabelos brancos

Filho do Homem → recebe domínio, glória, reino eterno


Agora compare:

📖 Apocalipse 1:13–15

> “Semelhante ao Filho do Homem…
cabelos brancos como a lã”



✅ Mesmos atributos
✅ Mesma glória
✅ Mesma simbologia de eternidade e autoridade

👉 Daniel vê aspectos distintos do mesmo Reino:

Eternidade (Ancião)

Mediação humana glorificada (Filho do Homem)


⚠️ Isso não significa “o Pai se tornou visível”
✅ Significa que o Filho manifesta a glória eterna de Deus


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6️⃣ Apocalipse 5: o Pai não é visto

Você acertou em cheio aqui.

📖 Apocalipse 5

Ninguém descreve o Pai

Nenhuma forma

Nenhuma aparência


Mas:

O Cordeiro é visto

Anda

Recebe o livro



Compartilha o trono


👉 Exatamente coerente com:

> “Ninguém jamais viu a Deus”



✅ O Pai permanece invisível ✅ O Filho é a manifestação visível


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✅ Conclusão honesta e coerente

1. Deus Pai é invisível e nunca descrito fisicamente


2. Todas as visões do trono mostram uma figura visível


3. Essa figura:

tem forma humana


julga

reina



4. O Novo Testamento identifica essa função com Jesus glorificado


5. O “Ancião de Dias” descreve atributos eternos, não “idade”


6. O Filho do Homem compartilha esses atributos


7. O trono é de Deus — e é do Cordeiro



📖 Ap 22:3

> “O trono de Deus e do Cordeiro estará nela.”



👉 Um trono
👉 Um governo
👉 Uma autoridade
👉 Revelada visivelmente no Filho


1) PASSAGENS QUE AFIRMAM EXPLICITAMENTE QUE DEUS É INVISÍVEL / NUNCA FOI VISTO

1 Timóteo 1:17

> “Ao Rei eterno, imortal, invisível, ao único Deus, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém.”



1 Timóteo 6:16

> “O único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem nenhum dos homens viu nem pode ver.”



João 1:18

> “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”



1 João 4:12

> “Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós.”



João 6:46

> “Não é que alguém tenha visto o Pai, senão aquele que é de Deus; esse viu o Pai.”



João 5:37

> “Jamais ouvistes a sua voz, nem vistes a sua forma.”



Colossenses 1:15

> “Ele é a imagem do Deus invisível.”



Hebreus 11:27

> “Permaneceu firme como quem vê o invisível.”




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2) PASSAGENS QUE DIZEM CLARAMENTE QUE DEUS NÃO MOSTRA FORMA

Deuteronômio 4:12

> “O Senhor vos falou do meio do fogo; a sua voz ouvistes, porém figura nenhuma vistes.”



Deuteronômio 4:15

> “Nenhuma figura vistes no dia em que o Senhor vos falou em Horebe, do meio do fogo.”




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3) PASSAGENS QUE AFIRMAM QUE O HOMEM NÃO PODE VER A FACE DE DEUS

Êxodo 33:20

> “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá.”



Êxodo 33:23

> “Verás as minhas costas; porém a minha face não se verá.”




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4) PASSAGENS QUE MOSTRAM DEUS SENTADO EM UM TRONO (ANTIGO TESTAMENTO)

Pentateuco

Êxodo 24:9–10

> “Viram o Deus de Israel; e debaixo de seus pés havia como que uma pavimentação de safira, clara como o próprio céu.”



Números 23:21

> “O Senhor, seu Deus, está com ele; e nele se ouve o júbilo do Rei.”



Deuteronômio 33:26

> “Não há outro semelhante a Deus, que cavalga sobre os céus para te socorrer.”




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Livros Históricos

1 Samuel 4:4

> “O Senhor dos Exércitos, que habita entre os querubins.”



2 Samuel 6:2

> “O Senhor dos Exércitos, que se assenta entre os querubins.”



1 Reis 22:19

> “Vi o Senhor assentado sobre o seu trono.”



2 Crônicas 18:18

> “Vi o Senhor assentado no seu trono.”




---

Salmos

Salmo 11:4

> “O Senhor está no seu santo templo; o seu trono está nos céus.”



Salmo 47:8

> “Deus reina sobre as nações; Deus se assenta sobre o seu santo trono.”



Salmo 93:1–2

> “O Senhor reina… firme está o seu trono desde então.”



Salmo 99:1

> “O Senhor reina… está entronizado sobre os querubins.”



Salmo 103:19

> “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus.”



Salmo 110:1

> “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita.”




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5) PROFETAS – VISÕES NARRATIVAS, DATADAS, NÃO POÉTICAS

Isaías

Isaías 6:1

> “No ano da morte do rei Uzias, vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono.”



Isaías 6:5

> “Os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.”



Isaías 37:16

> “Ó Senhor dos Exércitos… que estás assentado entre os querubins.”




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Daniel

Daniel 7:9

> “Assentou-se um Ancião de Dias; o seu trono era de chamas de fogo.”



Daniel 7:13

> “E eis que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem.”



Daniel 7:27

> “O reino… será dado ao povo do Santo, do Altíssimo.”




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Ezequiel (todas as aparições do Ser sobre o trono)

Ezequiel 1:26–28

> “Sobre a semelhança do trono havia uma semelhança como de homem.”



Ezequiel 3:12–13

Ezequiel 8:2–4

Ezequiel 9:3

Ezequiel 10:1, 4, 20

Ezequiel 11:22–23

Ezequiel 43:1–7

> “Este é o lugar do meu trono.”



Ezequiel 44:4


---

6) NOVO TESTAMENTO — IDENTIFICAÇÃO DO SER DO TRONO COM JESUS

Apocalipse 1:13–15

> “O Filho do Homem… cabelos brancos como lã, como neve.”


não é coerente com o Novo Testamento.
Em um livro tão simbólico quanto o Apocalipse, é estranho João não recorrer nenhuma vez aos artifícios do Antigo Testamento. Esses argumentos só são fáceis de engolir para quem já comprou todo o pacote das Testemunhas de Jeová.

Isaías 6:1,5

> [1] No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor sentado num trono muito elevado; as franjas do seu manto enchiam o templo.
[5] Ai de mim! — gritava eu — estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de lábios impuros; e, no entanto, meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos!



Reduzir essas visões a algo meramente “simbólico” desestrutura a consistência interna do próprio argumento: quando não está no trono, é um anjo com autoridade delegada; quando está no trono, é apenas uma ilustração.

Depois, utilizam-se passagens poéticas em que Deus tem asas, braço, boca etc. Porém, numa leitura consistente, percebe-se que, nos livros poéticos, não há descrições literais, apenas formas humanizadas para comunicar a mensagem. Já nos profetas, o contexto não é alegórico, mas narrativo, histórico, com narração precisa e detalhada. Comparar esses gêneros é uma desonestidade literária.

Observe expressões como: “no ano em que morreu o rei Uzias”.

Ezequiel 1:2

> [2] No quinto dia do mês — era o quinto ano do cativeiro do rei Joaquim —



Nada nesse contexto pode ser submetido à alegoria; pelo contrário, o fato de a mesma descrição aparecer em contextos diferentes, para pessoas diferentes, dificulta ainda mais uma interpretação meramente simbólica.

Apenas alguém com um viés condicionado pode entendê-las de outra forma.
Nenhuma ilustração poética — braço, boca, asas etc. — aparece com tanta frequência em ambientes distintos e diversos.


1) PRIMEIRA LINHA DE DEFESA TJ

“São visões simbólicas, não literais”

Resposta TJ padrão:

> “Ninguém jamais viu a Deus literalmente (João 1:18). Logo, todas as descrições de Deus em tronos são simbólicas.”



Como isso funciona para eles:

Toda visão profética → automaticamente simbólica

Toda forma humana → representação, não realidade

O trono → apenas autoridade, não presença pessoal


Problema real:

Isso é um pressuposto, não uma conclusão bíblica

O texto nunca diz que a forma humana é apenas um símbolo

As visões são datadas, localizadas e repetidas (Isaías 6; Ezequiel 1; 8; 10; 43)


📌 Aqui acontece a primeira manobra:
o rótulo “simbólico” é usado antes da análise textual, não depois.


---

2) SEGUNDA LINHA DE DEFESA

“É a ‘glória de Jeová’, não Jeová”

Resposta TJ:

> “O que Ezequiel viu não foi Jeová, mas a ‘glória de Jeová’, uma manifestação representativa.”



Por que isso parece forte:

O texto usa a expressão “glória do Senhor”

Deus é invisível → logo não pode ser visto diretamente


Fragilidade séria:

O texto diz que a glória fala, se move, sobe, desce, escolhe lugar e governa

Em Ezequiel 43:7, a glória diz:

> “Este é o lugar do meu trono”



A glória é tratada como pessoa, não como efeito visual


📌 Aqui eles fazem uma separação artificial que o texto não faz:
Jeová ≠ sua glória (quando convém).


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3) TERCEIRA LINHA DE DEFESA

“Ancião de Dias é Jeová Pai; Filho do Homem é Jesus”

Resposta TJ clássica (Daniel 7):

Ancião de Dias = Jeová

Filho do Homem = Jesus exaltado

Dois personagens distintos


Por que isso é central para a doutrina de 1914:

Permite dizer que Jesus só recebe autoridade, não a possui eternamente

Cria uma hierarquia absoluta


Ponto fraco grave:

O Novo Testamento atribui a Jesus os atributos do Ancião de Dias

Cabelos brancos (Ap 1:14 ↔ Dan 7:9)

Julgamento final (Jo 5:22; Mt 25:31)

Eternidade (Ap 22:13)



📌 A TJ nunca comenta Apocalipse 1:13–15 em paralelo com Daniel 7.
Ela separa os textos artificialmente.


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4) QUARTA LINHA DE DEFESA

“Forma humana ≠ aparência real”

Resposta TJ:

> “Jeová aparece em forma compreensível ao profeta, não como Ele realmente é.”



Por que soa razoável:

Apela à transcendência de Deus

Parece respeitar textos sobre invisibilidade


Contradição interna:

Essa lógica vale só para Jeová

Quando Jesus aparece glorificado em Apocalipse, a forma é aceita como real

O critério muda conforme a pessoa vista


📌 Dois pesos, duas medidas.


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5) QUINTA LINHA DE DEFESA

“Apocalipse também é simbólico”

Resposta TJ:

> “Apocalipse é altamente simbólico; não dá para usar para definir quem está no trono.”



Problema:

Quando Apocalipse favorece a doutrina TJ (144 mil, 1914, armagedom), ele é literal

Quando liga Jesus ao trono eterno, vira simbólico


📌 O símbolo não é definido pelo texto, mas pelo sistema doutrinário.


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6) MOVIMENTO FINAL TJ (o mais comum)

Encerrar o debate com autoridade institucional

Frases típicas:

“Temos que confiar no escravo fiel”

“Isso já foi adequadamente explicado pela organização”

“Essa interpretação gera confusão”


➡️ Isso encerra o diálogo sem responder o argumento.


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RESUMO HONESTO

Um TJ não refuta seu argumento exegética e textualmente.
Ele:

1. Parte de pressupostos doutrinários


2. Aplica o rótulo “simbólico” seletivamente


3. Separa textos que o NT conecta


4. Evita o paralelo Daniel 7 ↔ Apocalipse 1


5. Apela à autoridade organizacional



Seu argumento só é rejeitado por quem:

já aceitou 1914 como inegociável

precisa manter a separação absoluta entre Jeová e Jesus


Mas os dícipulos faziam frequentemente perguntas sem sentido... n é pq os discípulos usaram estas palavras que realmente quer dizer que Jesus queria falar sobre a sua presença certo?

A forma como Jesus responde contrasta ou explica a pergunta deles ?

Pq muitas vezes Jesus respondia a pergunta que eles nem mesmo falaram...

Poderia ser que os discípulos n entendiam que Jesus iria morrer e voltar para o ceu .. dai a pergunta " quando vc se manifestara publicamente? E que sinal avera ?
Algo similar aparece em atos 1 " é neste tempo que reuniras Israel?

Acredito que a chave para entender essa e outras passagens é necessário 1
Separar como foi a pergunta
2 como foi a resposta...

1... a pergunta deles era baseada no consenso comum... eles n entendiam nada do que Jesus falava ele pensavam que Jesus chegaria em Jerusalém tomaria o trono e guiaria o povo a o status de paz mundial, dai o pedido queremos que nós nos acentemos um a sua direita... não obstinate Jesus respondeu a pergunta deles mas torcendo o sentido original, o assenarce a minha direita não me compete ( a crucificação) beber o cálice ( pai afasta de mim o cálice" e outra vez n ei de beber o cálice?" ..... )
Então as perguntas deles nem sempre eram coerentes ...

2 a resposta de Jesus pode usar elementos da pergunta mas de forma corrigida...
Como em jo 12 os dícipulos pedem para Jesus falar com os gentios... daí ele corta muitas voltas ... falando sobre semente.. morte ... até que num dado ponto ele responde... quando for levantado ( crucificação) a todos atrairei a mim ( pela morte houve a reconciliação ef 2. 14 -16 ...

Então a pergunta dos dícipulos só se torna coerente quando analisar a resposta de Jesus...

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